quinta-feira, 6 de abril de 2017

Preciso escrever e sei que esse é o caminho

Nem sei mais como iniciar minhas postagens! Se passaram alguns anos desde a ultima vez que vim aqui desabafar minhas iras e peripécias juvenis, fico me perguntando como deixei as coisas chegarem ao ponto que chegaram e a bem da verdade é que ninguém entra nessa se for o mínimo normal possível e pasmem: nunca fui normal! Olhando para o passado e lendo meus textos antigos vejo que eu nunca consegui ser "normal" nunca fui "comum". Tentei, juro que tentei me aceitar como a gorda que sou, mas nunca, NUNCA serei feliz com isso.
Algumas épocas eu chego ao meu limite e estou nele exatamente agora!
Não sei como consigo me manter nessa vida! De verdade, acho que esse é um pedido de socorro e não, nada disso é brincadeira!
Acho que apesar de tudo a vida tem sido maravilhosa comigo, tenho tudo pra ser feliz e aquele bla bla bla todo, mas não consigo!
Eu já fui a primeira a condenar gente depressiva mas não consigo ficar feliz com isso e pior do que ser triste é esse sentimento de "tanto faz". Eu sinto que não faz diferença eu estar viva ou não!
Cara e como é difícil fazer dieta! Nem lembrava mais em como me sentia mal humorada e sem ânimo.
Me sinto sozinha, abandonada e sem pessoas que entendam de verdade o que eu sinto e isso é um porre.
A ultima vez que escrevi falei do meu ex namorado - puta babaquinha eu era - passou, acabou, depois de muitas idas e vindas agora acabou de vez. Eu ainda estava na faculdade, terminei o curso e ingressei na Residência em Enfermagem Cardiovascular, acho que foi umas das melhores coisas para minha vida profissional, mas como débito engordei uma caralhada, e quando digo caralhada é uma caralhada de verdade, não sei como perder essa merda de peso.
E como todos sabem a única hora que tu se dá conta que engordou é quando tua banha é tão imensa que te incomoda vestir uma roupa antiga ou encontrar uma nova. Terminei a porra da residência e fui comprar um jaleco pra trabalhar, tendo em vista que fui contratada em um hospital, e o caralho do Jaleco me deixa parecendo que fui embalada a vácuo.
Me odeio! Sei que já falei isso várias vezes, mas dessa vez o sentimento é de agressão, me odeio tanto por ter feito isso comigo mesma que atentaria contra minha própria vida!
Eu já falei sobre aceitação e quer saber é uma grande farsa, não tem como se gostar gorda, não sou forte pra aguentar gente me falando pra emagrecer, ou dizendo que tenho um rosto bonito, ou dizendo que preciso pensar na minha saúde.
E falo isso enquanto choro, porque não houve uma única vez na minha vida em que fui feliz com meu corpo!
Eu nunca me gostei de verdade e tenho medo de que isso nunca aconteça!
As medidas que foram tomadas?
- Comecei uma dieta
- Estou tomando ansiolítico, espirulina e um acelerador de metabolismo
- Voltei a escrever pra descontar o ódio

Tá foda!

2 comentários:

Débora Morais disse...

Oi, sei bem o que é isso, fiquei 6 anos sem a Ana e MEU DEUS, como consegui me manter nessa vida? Lendo seu texto me identifiquei... Voce nao esta só! Bjs

Anônimo disse...

Olá sei que o que você está passando não é o fim do mundo mas é uma situação angustiante com o passar do tempo, sou homem e escrevo isso para você e também para mim pois estou acima do peso também. Presta atenção numa coisa, saia da zona de conforto, se coloque em situações que sejam degradantes para você, vá a clubes e perceba como o corpo de outras mulheres e mais belo, vá a baladas e fique atenta ao quanto garotas magras recebem mais atenção que você, preste atenção nisso em todos os momentos, na rua, na padaria, no ónibus, onde quer que seja, perceba o quanto você está fazendo mal para você mesma, se force ao ponto de seu ódio, da sua condição te incomodar tanto, que você não terá outra saída a não ser tomar uma posição e mudar seus hábitos, você tem força de vontade, do contrário não estaria graduada, mude seus hábitos, nem que seja de um em um! você vai conseguir, coloque raiva dentro de si e transforme isso em determinação acorde todo dia incomodada, o sofrimento também é uma escola. Cuide-se afinal seu bem estar e seu único bem de verdade! Até mais...